ZEN DICAS & MUSICAIS

CIRCULO ZEN,

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Apresentamos teorias, informações, previsões, profecias e idéias que devem ser vistas apenas como caráter especulativo. Não queremos doutrinar, afirmar ou convencer ninguém..

Tento colocar um pouquinho de cada coisa que gosto de estudar. São assuntos diversos muitas vezes que nem sei de onde peguei, mas são temas aos quais me identifico. Se o autor de algum texto deparar com ele escrito aqui, não se irrite, ao contrário, lisonjeie-se em saber que alguém admira seu pensamento.

Não há religião superior à verdade, o importante é a nossa convivência de respeito mútuo e amizade, sempre pautados na humildade, no perdão e na soliedaridade.

Autoconhecimento, Filosofia, Espiritualidade, Literatura, Saúde, Culinária, Variedades..

Tudo isso acompanhado de uma Zen Trilha Sonora com muito Alto Astral.



“Citarei a verdade onde a encontrar”.
(Richard Bach)


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Albert Einstein

circulo zen

6.4.09

FILOSOFIA EM CARL GUSTAV JUNG


FILOSOFIA EM CARL GUSTAV JUNG

O pensamento de Carl Gustav Jung está repleto de fundamentos filosóficos que são usados como princípios para uma reflexão que considere a perspectiva religiosa na vida humana. As diversas doenças psicológicas, entre elas a neurose, têm raízes na instância espiritual da pessoa. Ora, para Jung, essas doenças revelam o sofrimento de uma alma que não encontrou o seu sentido existencial.

Talvez a dificuldade de Jung em aceitar que suas idéias tenham fundamentos filosóficos se dava porque, na perspectiva junguiana, o analista tem a função de conduzir seus pacientes para longe de respostas estruturadas no consciente. Esse distanciamento garante ao paciente o tempo e o espaço interior necessários para que quando o seu interior falar, o paciente possa ouvi-lo.

A alma fala pelas emoções. As emoções se manifestam de várias maneiras: medos, tristeza, ojeriza, paixão, solidão, carência. A superação das emoções que travam a alma em seu processo de auto-humanização ocorre somente quando o paciente tem acesso à voz de sua alma. Ao ouvi-la o paciente poderá perceber que o seu inconsciente lhe revela desequilíbrios em sua estrutura interna. A partir de tal percepção, a mudança é possível. Neste sentido, utiliza de forma indireta os fundamentos de Schleiermacher.

Em resumo, Schleiermacher considera a necessidade de compreendermos o homem para então compreendermos o que ele diz, o que faz o processo hermenêutico acontecer numa psicoterapia é a linguagem do paciente centrada na subjetividade, que serve de chave para a compreensão global de um indivíduo. Schleiermacher aceita a idéia de que o absoluto não é atingível por via racional, como acreditavam outros pensadores como Kant. O absoluto, na visão de Schleiemarcher é atingido pelo sentimento, atividade orientada pelo conhecimento e pela vontade. Mas o sentimento somente pode ter significado se ela vincular-se à religião como suprema atividade humana.

Dentro de tal perspectiva, Guilherme Dilthey busca para as ciências humanas o rigor metodológico a fim de demonstrar o nivelamento objetivo dessas com as ciências naturais. Para ele, o intérprete, e aqui incluímos o psicoterapeuta, necessita alcançar uma interpretação ‘objetivamente válida’ das ‘expressões da vida interior’.

A concretização conceitual das idéias de Dilthey está em sua fórmula hermenêutica. Dilthey a fundamenta a partir da experiência, da expressão e da compreensão. Em suas palavras, uma ciência só pertence aos estudos humanísticos se o seu objeto se nos tornar acessível através de um processo baseado na relação sistemática entre vida, expressão e compreensão.

A experiência, conforme o pensar de Dilthey, seria o ato de consciência, mas não a consciência do próprio ato, a experiência seria o ato subjetivo ainda não objetivo pois uma vez tornado objetivo, pensado e consciente separa-se do subjetivo. E tal experiência deve estar envolto a categorias de historicidade. Assim, a expressão não significa o sentimento de uma pessoa evidenciado em algum ato. Ela é a expressão de vida da pessoa, de seu interior. A expressão não é um simbólico dos sentimentos mas o próprio sentimento evidenciado. Por isso, a compreensão é vista por Dilthey como a operação cognitiva da mente realizada para decifrar a mente de outra pessoa. Pela compreensão dá-se o processo de apreensão metarracional da experiência humana viva.

Como podemos notar, a linha psicológica de Jung está fundamenta em especulações filosóficas profundas. Em Jung, encontramos expressões filosóficas que servem de linguagem simbólica dos profundos sentimentos interiores.

Sua visão acurada leva-o a afirmar que a alma é uma inteligência independente de tempo e espaço. Ora, o tempo e o espaço provocam a percepção real das contingências ocorrentes em fenômenos naturais. A alma, no entanto, está ligada simultaneamente a dois mundos: o material e o espiritual. Neste aspecto, Jung se utiliza dos pensares tardios de Kant que confessara inclinar-se a afirmar a existência de seres imateriais no universo, entres eles, sua própria alma. Mas, não é a razão o instrumento de acesso a esta crença, mas um viés específico da mente humana.

Por certo, Jung procura lançar uma crítica mais fundamentada sobre o pensamento humano moderno que se baseia exclusivamente em fatos científicos e exteriores. Na contramão do pensar científico, Jung defendia que as necessidades objetivas do ser humano não eram supridas com respostas científicas materialistas. Jung, neste ponto, direciona seu discurso para o que ele chama de si mesmo, o self. As experiências pessoais são válidas, mas não podem se reduzir a apenas ações exteriores. Podemos, a partir delas, atingir o verdadeiro autoconhecimento e o centro transcendental da personalidade, o self. A realização pessoal do indivíduo ocorre quando atingimos este centro.

O processo junguiano para se atingir o centro do interior humano é denominado por Jung de Individuação. Diz Jung (apud Luis GRINBERG em Jung: o homem criativo. São Paulo: FTD, 1997-177), “...com a individuação muitos dos problemas que surgem já não são mais os conflitos egóicos, mas as dificuldades que dizem respeito a questões fundamentais coletivas, morais, filosóficas e religiosas. /.../ É preciso sermos capazes de sacrificar e fazer morrer aquilo que já não serve mais para continuarmos vivos e inteiros, para não corrermos o risco de nos tornamos ‘mortos-vivos’. /.../ A individuação ou realização do Si-Mesmo é um conceito permeado de significados morais e éticos. Sua ênfase está na autonomia e responsabilidade do indivíduo no mundo.

retirado http://www.institutoaion.com.br



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