ZEN DICAS & MUSICAIS

CIRCULO ZEN,

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Apresentamos teorias, informações, previsões, profecias e idéias que devem ser vistas apenas como caráter especulativo. Não queremos doutrinar, afirmar ou convencer ninguém..

Tento colocar um pouquinho de cada coisa que gosto de estudar. São assuntos diversos muitas vezes que nem sei de onde peguei, mas são temas aos quais me identifico. Se o autor de algum texto deparar com ele escrito aqui, não se irrite, ao contrário, lisonjeie-se em saber que alguém admira seu pensamento.

Não há religião superior à verdade, o importante é a nossa convivência de respeito mútuo e amizade, sempre pautados na humildade, no perdão e na soliedaridade.

Autoconhecimento, Filosofia, Espiritualidade, Literatura, Saúde, Culinária, Variedades..

Tudo isso acompanhado de uma Zen Trilha Sonora com muito Alto Astral.



“Citarei a verdade onde a encontrar”.
(Richard Bach)


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2.11.08

OS MONGES DA TAILÂNDIA


Os monges da Tailândia

Eles são criaturas especiais. Não podem ser tocados por mulheres, não sabem o que é praticar sexo e nem mexem com dinheiro. Na terra dos monges, todo homem tem de passar por isso, pelo menos uma vez na vida. E se você pensa que eles encaram como sacrifício, está enganado.
Bangcoc, capital da Tailândia. A lua ainda ilumina o céu e as ruas da cidade já começam a ganhar colorido. Para quem não está acostumado, a movimentação toda pode parecer estranha. Mas, logo, a gente começa a entender.

Em todos os templos da Tailândia, todo dia, quando amanhece, é assim: os monges se reúnem nas ruas pra receber doações, principalmente comida.

O budismo é a religião de 95% por cento dos tailandeses. E eles fazem absoluta questão de demonstrar isso. Os monges fazem parte da paisagem da Tailândia. Estão em todos os lugares.

São sagrados e vivem dentro de princípios rígidos. São quase 300 regras diferentes que eles precisam obedecer. Por exemplo: não podem ser tocados por mulheres, não podem fazer sexo, não podem lidar com dinheiro. A cabeça raspada também tem explicação: um monge não pode cultivar nenhum tipo de vaidade.

Monge na Tailândia também não pode comprar comida, daí, numa prova de humildade eles saem às ruas para receber doações. Comida, flores, incenso, velas, o que um monge precisa no dia-a-dia dele. Aqui, se aprende, desde muito cedo, que é importante doar.

Na Tailândia, todo homem tem que viver a experiência de ser monge. O tempo dessa experiência varia, mas o ritual de batismo é o mesmo.

É uma festa que reúne a família e os amigos. As mulheres começam cedo a preparar a comida - tem de tudo, é um banquete tailandês. Um ritual que surpreende.

Tiros são disparados para demonstrar o orgulho da família. Esse, seguramente é o momento mais importante na vida de um jovem tailandês - o dia em que ele é batizado monge. Os rapazes têm a cabeça raspada. E a partir de então, têm um ano inteirinho pra rezar. É assim que eles purificam a família.

É o grande dia de Along Tikon, 21 anos. Ele é preparado para a cerimônia. Mulheres da família começam a cortar o cabelo dele. Mecha por mecha. O cabelo é guardado numa folha de bananeira. É para nunca mais esquecer. Depois, o momento mais solene, quando as sobrancelhas são raspadas.

Esse é o momento em que o futuro monge faz uma espécie de voto de modéstia. A partir daí, ele deve esquecer tudo relacionado à beleza exterior.

De cabeça raspada, Along veste branco. A roupa simboliza a naja, uma cobra mitológica que teria três cabeças e que representa a busca pela sabedoria.

O cortejo atravessa as ruas para levar o futuro monge até o templo. O batismo de Along vai ser num templo que tem mais de 400 anos.

Chegou o momento mais esperado. O rapaz pede aos monges autorização para se juntar a eles. Aceito, ele troca a roupa branca pelo traje laranja que simboliza a luz e sabedoria.

Agora, Along já é um monge. Se por uma semana, um mês, ou pelo resto da vida, só ele vai decidir.

O rapaz diz que não pretende ser monge por sua vida inteira. Cumpriu sua obrigação religiosa e pretende rezar pelos pais por mais um ano apenas. Depois quer voltar à vida normal.

Monge por um ano, ou por uma vida, não importa. O que fica para nós ocidentais é a lição de humildade, obediência, delicadeza e alegria de um povo. Um povo que, com sabedoria, vem conseguindo preservar sua cultura, sua tradição e principalmente sua fé.



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