ZEN DICAS & MUSICAIS

CIRCULO ZEN,

Sejam bem vindos ao ZEN DICAS & MUSICAIS.


Apresentamos teorias, informações, previsões, profecias e idéias que devem ser vistas apenas como caráter especulativo. Não queremos doutrinar, afirmar ou convencer ninguém..

Tento colocar um pouquinho de cada coisa que gosto de estudar. São assuntos diversos muitas vezes que nem sei de onde peguei, mas são temas aos quais me identifico. Se o autor de algum texto deparar com ele escrito aqui, não se irrite, ao contrário, lisonjeie-se em saber que alguém admira seu pensamento.

Não há religião superior à verdade, o importante é a nossa convivência de respeito mútuo e amizade, sempre pautados na humildade, no perdão e na soliedaridade.

Autoconhecimento, Filosofia, Espiritualidade, Literatura, Saúde, Culinária, Variedades..

Tudo isso acompanhado de uma Zen Trilha Sonora com muito Alto Astral.



“Citarei a verdade onde a encontrar”.
(Richard Bach)


ZEN DICAS & MUSICAIS.
VIVA O AGORA !
NAMASTÊ.

NUNCA PERCA A CURIOSIDADE SOBRE O SAGRADO!

Albert Einstein

circulo zen

31.8.09

SHO DO KA




SHO DO KA
O Canto do Imediato Satori
(fonte: http://www.dharmanet.com.br)




Você conhece aquele homem tranqüilo,
Que está andando pelo caminho, além do aprendizado,
Cujo estado é a não-ação, sem evitar a fantasia, sem procurar a verdade?
Ele sabe que a natureza real da ignorância é a própria natureza de Buddha,
E que o corpo ilusório e vazio é o próprio Dharmakaya.
Quando despertar completamente para o Dharmakaya,
Não há mais qualquer coisa.
A fonte de todas as coisas, que vem da própria natureza,
É o Buddha em seu aspecto absoluto.
Os cinco agregados vêm e vão, como meras nuvens no céu vazio;
Os três venenos aparecem e desaparecem,
Como bolhas na superfície do mar.
Quando compreendemos a realidade,
Não há diferenciação entre sujeito e objeto;
O karma que levaria ao sofrimento infinito do inferno
Desaparece em um instante.
Se esta for uma mentira para enganar os seres sencientes,
Que a minha língua seja cortada por tantas eras
Quanto os inúmeros grãos de poeira.
Uma vez que a mente é desperta para o Zen do Tathagata,
As seis perfeições e as dez mil boas ações
Já estarão totalmente completas em nós.
Em nosso sonho, vemos claramente os seis reinos da ilusão;
Após despertarmos, tudo está vazio
E nem mesmo os inumeráveis universos poderão ser encontrados.
Aqui não há tristeza, nem felicidade, nem perda, nem ganho;
Nada pode ser encontrado no meio do Nirvana.
É como o espelho empoeirado que nunca foi polido;
Agora é o momento de limpá-lo completamente, de uma vez por todas.
Quem tem o não-pensamento? Quem é o não-nascido?
Se nós somos verdadeiramente não-nascidos,
Também não somos não-nascidos.
Pergunte a um fantoche se não é assim.
Como poderíamos obter a própria realização
Através das ações virtuosas ou procurando o Buddha?
Libere os quatro elementos, não se apegue a coisa alguma;
Beba e coma como quiser no meio do Nirvana.
Veja tudo como impermanente e completamente vazio;
Isto é a grande e perfeita iluminação do Tathagata.
Um verdadeiro monge é totalmente convicto;
Se você não for, por favor me pergunte a respeito.
Ir diretamente à raiz de tudo isto é o próprio objetivo do selo de Buddha.
Não posso ajudar aquele que procura folhas e galhos.
As pessoas desconhecem a jóia Mani,
Que está profundamente incrustada no Tathagatagarbha;
A função dos seis sentidos, que ela realiza, é vazia e não-vazia;
Dela emana a luz perfeita que tem a forma e a não-forma.
As cinco visões são purificadas e os cinco poderes são obtidos
Ao se realizar o que está além dos conceitos.
Não é difícil reconhecer imagens em um espelho,
Mas quem pode segurar o reflexo da lua na água?
Sempre indo sozinho, sempre caminhando sozinho,
O desperto anda pelo caminho livre do Nirvana —
Como a antiga melodia que é clara, com o espírito elevado,
A aparência desalinhada, o corpo forte e magro,
Passando desapercebido pelo mundo.
Sabemos que os filhos de Shakya
São pobres em corpo, mas não na mente do caminho.
Em sua pobreza, o corpo é vestido em trapos,
Mas sua mente do caminho tem dentro de si
A jóia que não tem preço.
Esta jóia, que não tem preço, não se gasta,
Apesar deles a usarem sem restrições para ajudar os outros,
De acordo com as suas necessidades.
Os três corpos e as quatro sabedorias estão realizadas dentro dela,
As oito liberações e os seis poderes universais estão marcados nela.
Os superiores despertam de uma vez por todas,
Os inferiores são muito instruídos, mas têm muitas dúvidas.
Remova as vestes sujas de sua mente;
Para que exibir seu esforço exterior?
Deixe que te critiquem, deixem que te ofendam;
Aqueles que tentam colocar fogo nos céus com uma tocha
Acabam apenas cansando a si mesmos.
Ouço seus escândalos como se fossem um néctar;
Tudo se dissolve instantaneamente e entro no reino que está além dos conceitos.
Por causa disso, as palavras ofensivas são bênçãos
E os difamadores são bons amigos.
Aceitando a crítica e a difamação,
Desenvolve-se o poder da compaixão do não-nascido.
Realiza tanto na transmissão quanto os ensinamentos,
E o brilho da lua cheia da meditação e da sabedoria
Será perfeito e desimpedido pelo vazio.
Não apenas eu realizei esta iluminação completa,
Mas todos os Buddhas, incontáveis como as areias do Ganges,
Tornam-se despertos exatamente da mesma forma.
O rugir do leão do Dharma destemido
Despedaça os cérebros dos cem medrosos animais.
Mesmo o elefante perfumado foge, esquecendo sua dignidade;
Apenas o dragão celestial ouve calmamente, com silêncio e alegria.
Atravessei muitos mares e rios, vaguei por montanhas e correntezas,
Visitando mestres, buscando o caminho e penetrando nos segredos do Zen;
Mas desde que reconheci o caminho de Ts'ao-ch'i Hui-neng,
Conheço o que está além do nascimento e da morte.
Andar é Zen, sentar é Zen;
Falante ou silencioso, em movimento ou parado, a essência é a paz.
Mesmo ameaçada por espadas e lanças, a mente é serena;
Mesmo ameaçada por venenos, não se consegue perturbar sua calma.
Nosso mestre, Shakyamuni, encontrou o Buddha Dimpankara e,
Por muitas eras, praticou como asceta Kshanti.
Indo por muitos nascimentos e mortes,
Sou sereno neste ciclo, não há fim para ele.
Já que realizei subitamente o dharma do não-nascido,
Não tenho razão para ter felicidade na alegria e tristeza na desgraça.
Entrei nas montanhas profundas do silêncio e da beleza;
Em um vale profundo, entre altos penhascos, sento sob os velhos pinheiros;
A meditação em minha humilde cabana monástica é tranqüila e confortável.
Quando você desperta verdadeiramente,
Tudo é compreendido e nenhum esforço é mais necessário;
Você não pode encontrar esta liberdade no mundo da ação.
O mérito da generosidade apegada traz a recompensa de renascer no paraíso,
Mas isso é como atirar um flecha para o céu;
Quando a força se exaurir, ela cairá na terra e tudo dará errado.
Por que isso seria melhor do que a realidade da não-ação,
Que está acima de todos os esforços,
E que realiza instantaneamente o estágio do Tathagata?
Segure apenas a raiz e não se preocupe com os galhos;
É como a bacia de cristal que reflete a lua brilhante.
Agora, que compreendi o que é esta jóia Mani,
Utilizo-a para trazer benefícios sem fim, para mim e para todos.
A lua brilhante se reflete no rio, o vento sopra entre os pinheiros;
Onde está o distúrbio nesta longa e bela noite?
A jóia da ética da natureza de Buddha
Está incrustada na minha mente.
Meu manto é a névoa, o orvalho e as nuvens;
O pote é aquele que pacificou os dragões ferozes;
O bastão é aquele que separou os tigres briguentos
Com o som o claro que tine das argolas de metal.
Estes não são meros símbolos, relíquias da história;
São os traços distintos do bastão sagrado do Tathagata.
O desperto não procura a verdade, não corta a delusão;
Ele percebe claramente que as dualidades são vazias e sem forma,
Mas esta não-forma não é vazia nem não-vazia.
Esta é a forma verdadeira do Tathagata.
A mente é um espelho que reflete a pura luz brilhante sem obstáculos,
Que penetra em todos os mundos, incontáveis como as areias do Ganges;
Nela são refletidas todas as coisas do universo,
Brilhando como jóias perfeitas, sem interior ou exterior.
Negar o vazio é negar a condicionalidade;
Isto causa confusão e certamente traz problemas.
O mesmo é verdade sobre aquele que rejeita o ser e se apega ao não-ser,
Que salta sobre o fogo ao escapar da água.
Tentando obter a verdade ao rejeitar a delusão,
Acaba-se caindo no erro do artifício, originando um mente discriminadora.
Um discípulo que faz isto com sua prática
Confunde um ladrão com o seu próprio filho.
A perda do mérito e a destruição do tesouro do Dharma
Vem unicamente da mente dualista e discriminadora.
Por isso, os praticantes do Zen são ensinados a ter
Uma realização completa da natureza da mente,
Para que, por meio da visão sábia,
Possam realizar instantaneamente o não-nascido.
Aquele de grande energia usa a espada da sabedoria,
Cuja flamejante lâmina de diamante corta todas as coisas.
Ela não apenas destrói conhecimento inútil,
Mas também extermina o espírito dos demônios.
Ele faz soar o trovão do Dharma, ele toca o tambor do Dharma,
Ele espalha as nuvens de compaixão e faz cair a chuva de néctar;
Como um elefante ou um dragão, ele beneficia incontáveis seres;
Os três veículos conduzem os cinco tipos de seres à iluminação.
No alto dos Himalaias, cresce apenas a erva Fei-ni;
As vacas que dela se alimentam produzem um leite puro e delicioso,
E desses alimentos eu me deleito continuamente.
Uma natureza completa permeia todas as naturezas;
Um Dharma universal inclui todos os Dharmas.
Uma lua é refletida em muitas águas;
Todas as luas na água vêm da lua única.
O Dharmakaya de todos os Buddhas permeia minha própria natureza,
E minha natureza tornou-se una com o Tathagata.
Um nível contém completamente todos os níveis;
Não é forma, nem mente, nem ação.
Em um estalar de dedos, oito mil ensinamentos são realizados;
Em um momento, o mal de três eras é destruído.
Proposições da lógica não são verdadeiras
E não têm qualquer coisa em comum com minha sabedoria,
Que está além do louvor, além da censura,
Assim como o próprio espaço, que não tem limites.
Bem aqui, ela está completamente cheia e serena;
Ela é perdida ao ser procurada.
Você não pode agarrá-la, você não pode abandoná-la;
Mas, se não fizer coisa alguma, ela segue o seu próprio caminho.
Se permanecer em silêncio, ela fala;
Na fala você ouve o seu silêncio.
O grande caminho da caridade está totalmente aberto
E não há obstáculos em sua entrada.
Se alguém perguntar o que ensino e compreendo,
Respondo que é o poder da grande sabedoria.
Afirme ou negue, como quiser, ela está além da capacidade humana;
Pode andar a favor, pode andar contra —
Nem mesmo o céu não pode medi-la.
Passei em meditação por muitas eras;
Não digo isso sem fundamento, para enganá-lo.
Levantei o estandarte do Dharma e apresento o ensinamento
Do Dharma do Buddha, que encontrei com Ts'ao-ch'i Hui-neng.
Mahakashyapa foi o primeiro na linha de transmissão,
Vinte oito ancestrais o seguiram, no oeste;
Através dos mares e rios, até chegar à nossa terra,
Bodhidharma veio como o nosso primeiro ancestral;
Como sabemos, seu manto aqui passou por seis ancestrais,
E incontáveis pessoas realizaram o caminho.
A verdade não é necessariamente estabelecida;
O falso é basicamente vazio.
Coloque de lado tanto a existência quanto a não-existência,
E então o não-vazio é vazio.
Os vinte tipos de vazio não têm base,
E a unidade do Tathagata é naturalmente a mesma.
A mente é um dos sentidos, as coisas são seus objetos;
Esta dualidade é como a poeira sobre o espelho.
Quando a poeira é removida, o espelho começa a brilhar;
Quando tanto a mente quanto os fenômenos são esquecidos,
A natureza manifesta sua vacuidade.
Ó, esta é a era do fim do Dharma, e o mundo está cheio de males;
As pessoas são desafortunadas e acham difícil o auto-controle.
Aos longo dos séculos, desde os tempos de Shakyamuni, as visões falsas são profundas,
Os demônios são fortes, o Dharma é fraco,
O ódio está em todo lugar, os prejuízos são muitos.
As pessoas ouvem o ensinamento de Buddha sobre o despertar instantâneo;
Se eles o aceitassem, os demônios seriam esmagados facilmente,
Como cacos de uma telha quebrada.
Mas eles não o aceitam, que lamentável!
Sua mente é a fonte da ação e o corpo é o sofredor da calamidade;
Não censure ou acuse os outros por algo que só pertence a você.
Se você não quer o sofrimento contínuo,
Não fale mal da verdadeira roda do Dharma do Tathagata.
Na floresta de sândalo, não há outras árvores.
Apenas o leão vive nas florestas profundas,
Habitando livremente em um estado de paz.
Os outros animais e pássaros ficam muito longe.
Apenas os leões-bebê seguem as pegadas de seus pais na floresta,
E aos três anos já rugem muito alto.
Como podem os chacais seguir o rei do Dharma,
Mesmo com cem mil truques, os fantasmas abrem suas bocas em vão.
O ensinamento do despertar instantâneo de Buddha
Está além da imaginação humana.
Se você duvidar ou se sentir incerto,
Então você deve discutir isso comigo.
Isto não é o egoísmo de um monge da montanha.
Temo que sua prática possa ser levada
Às visões errôneas do eternalismo ou do niilismo.
O "não" não é não, o "sim" não é "sim",
Se você esquecer desta regra por um fio,
Estará a mil milhas de distância.
Compreendendo-a, a jovem filha do dragão
Realiza instantaneamente a iluminação;
Não a compreendendo, o mais esclarecido dos sábios,
Shang, acaba renascendo no inferno.
Desde a minha juventude tenho acumulado conhecimentos,
Estudando os sutras, shastras e comentários;
Analisando infinitamente os nomes e formas, sem conhecer a fadiga;
Uma tarefa exaustiva e vã, como entrar no oceano para contar as areias.
Então, o Tathagata me escoltou bondosamente e perguntou,
"Qual o benefício de se contar o tesouro dos outros?"
Realizei totalmente a inutilidade de meus grandes esforços
E a viagem de um monge vagabundo que não chegou a lugar algum.
Se a natureza é vista erroneamente,
O método do despertar instantâneo do Tathagata não é compreendido;
Aqueles que seguem os dois veículos podem estudar seriamente,
Mas lhes falta a aspiração do bodhisattva.
Os sábios podem ser muito inteligentes,
Mas lhes falta a sabedoria.
Os estúpidos, infantis, supõem que há algo em um punho vazio
E confundem o dedo indicador com a lua.
Seus esforços são perdidos no mundo da forma e da sensação,
Como sonhadores preguiçosos e errantes.
Quando se realiza o reino da não-forma, pode-se ver o Tathagata
E ser verdadeiramente chamado Avalokiteshvara.
Quando isto é compreendido, os obstáculos do karma tornam-se vazios;
Mas quando não é, devemos compensar o preço de nossos débitos.
Os famintos são servidos com a refeição de um rei,
Mas eles se recusam a comer.
Os doentes se recusam a tomar o remédio do maior dos médicos;
Como eles poderão ser curados?
Pratique o Zen neste mundo dos desejos
E se manifestará o poder verdadeiro da visão sábia.
O lótus que desabrocha no meio do fogo
Nunca poderá ser destruído.
Yung-shing quebrou os preceitos mais graves
Mas ele realizou o não-nascido;
A realização que ele alcançou naquele momento
Vive com nós agora, em nosso tempo.
O Dharma destemido é proclamado tão alto quanto o rugir do leão.
É lamentável que as mentes sejam confusas, inflexivelmente endurecidas como couro;
Sabem apenas que a quebra dos preceitos cria obstáculos à iluminação,
Mas não conseguem realizar o profundo segredo do ensinamento do Tathagata.
Certa vez, dois monges quebraram graves preceitos,
Um por assassinato, outro por carnalidade.
Seu líder, Upali, tinha a luz de um vaga-lume;
Ele apenas aumentou a culpa deles.
Vimalakirti desfez instantaneamente as dúvidas de ambos,
Como o brilho quente do sol que derrete o gelo e a neve.
O poder impressionante da liberação está além dos conceitos,
E faz maravilhas inumeráveis como as areias do Ganges.
Para o desperto, os quatro tipos de oferendas são feitas facilmente;
Dez mil pedaços são desembolsados sem criar dívidas.
Mesmo que você corte todo o corpo e reduza os ossos a pó,
Isto ainda não é suficiente para recompensar
Tudo o que ele fez por nós;
Uma única palavra dele vale por cem mil eras de prática.
O rei do Dharma merece o nosso mais alto respeito.
Os Tathagatas, inumeráveis como as areias do Ganges,
Testemunham este atingimento.
Agora sei o que a jóia Mani é,
E sei que aqueles que compreendem isto estão em harmonia com ela.
Quando vemos verdadeiramente, não há mais nada;
Não há mais pessoa, não há mais Buddha.
Os inumeráveis universos são apenas bolhas no mar;
Todos os santos e sábios são como clarões de relâmpago.
Mesmo que anéis de ferro quente girem ao redor de minha cabeça,
O brilho perfeito da meditação e da sabedoria não se altera.
O poder dos demônios pode fazer o sol se tornar frio e a lua quente,
Mas nunca poderá destruir uma palavra da verdade.
A carruagem do elefante se move sobre a montanha,
Como os insetos poderiam bloquear a estrada?
O grande elefante não perde seu tempo sobre as pegadas do coelho.
A grande iluminação está além do poder dos conceitos limitados do intelecto.
Não tente medir o céu
Olhando através de um pequeno canudo de bambu.
Se você ainda não teve a compreensão,
Este meu cântico está preparado para você.

Yung-chia Hsüan-chüeh (Yoka Daishi), 665-713
retirado: http://www.ojardimhermetico.com

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